A arte do grafite pode ser encontrada em áreas urbanas de praticamente
qualquer país. Vem surgindo aos poucos um lento reconhecimento como uma arte
controversa, junto com o aumento de outras expressões urbanas como estampas, adesivos
e técnicas mistas. Em espaços públicos, a arte de rua (ou arte urbana)
representa a voz da comunidade, dos grupos marginais, e jovens que lutam para
serem ouvidos, mesmo desafiando a noção de propriedade privada. São Paulo não é
uma exceção nesse caso. O assunto gera polêmica: o grafite e a pichação em edifícios públicos eram considerados
crimes ambientais e de vandalismo pela legislação brasileira. Em maio de 2008, o
grafite foi descriminalizado. Afinal, pichar e grafitar são a mesma coisa?
"As pichações, que são rabiscos e letras feitos para demarcar território
ou ir contra as instituições, têm seu valor antropológico. Já o grafite é uma
forma de arte e envolve conceito e pesquisa. Os dois têm a mesma essência: são
meios de protesto ou de diversão, na falta de opções de lazer. O único problema
de toda esta arte ou lazer pela cidade, é que nossa prefeitura não aceita arte
de artistas não reconhecidos, que não pediram autorização para fazer seu
grafite ( sua arte), então usam do nosso dinheiro para pintar os muros de
cinza, por este motivo nossa cidade é conhecida como a "cidade
cinza".Vamos olhar nossa cidade de forma diferente, mais alegre e
divertida, temos grandes artistas em toda São Paulo, que precisam apenas de
espaço.
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